É muito interessante falar de teatro em datas comemorativas, pois a maioria das escolas recorrem ao teatro para compor suas programações de eventos e muitas vezes dar um pontinho a mais para os alunos que participam. Entretanto não é sobre isso que venho falar. Quero falar sobre os dias que antecedem a Páscoa no qual se encena uma das peças mais vista no mundo todo, a chamada Paixão de Cristo.
Este espetáculo que rememora os últimos momentos da vida de Jesus na terra é fantástico, pois revela a beleza do amor em meio a tanta dor e a morte.
A paixão de Cristo é extremamente poético, por falar de amor de uma maneira tão visceral.
O amor que leva ao extremo. Que leva a morte.
Rememoro as grandes histórias de amor de outros tempos como Romeu e Julieta, outro clássico belíssimo que merece um post só para si.
Temos muitos temas recorrentes que o teatro encena, mas o amor é o maior deles, e o mais nobre também.
Eu particularmente, me emociono muito com a Paixão de Cristo e com a encenação da Ressurreição, que é apresentada no domingo de Páscoa, pois reafirma o próprio significado da palavra Páscoa, que é passagem. Passagem da morte a vida, do amor que sai de si e se entrega sem medida, e assim da vida que se renova.
O teatro nos permite refletir sobre a vida como um todo, mas principalmente como estamos vivendo a nossa vida.
Será que estou nesse momento de passagem?
Será que meu amor transcende a vida?
São tantas questões que só o entregar-se ao teatro pode responder, pois em cada personagem eu construo um pouco de mim.