sábado, 14 de outubro de 2017

A Vocação de Educar

Sou professora artista e este fato me leva a passear dentro dessas duas áreas que para mim caminham juntas, pois eu acredito que a arte é fundamental no processo educacional.
Hoje pretendo fazer uma breve reflexão sobre a história do ensino no Brasil e como ponto de partida, inicio falando que houve uma evolução na forma de ver o professor dentro do ensino, porém ainda temos formas antigas de atuação dentro do mercado.
Temos dentro da história três marcos que são as idades da Vocação, Oficio e Profissionalização.
Um post para falar das três idades da história do ensino tornaria a leitura cansativa. Então neste constará apenas a primeira delas. 
A idade da Vocação tem sua predominância nos séculos XVI ao XVIII, e nela temos a figura das professoras que doam sua força de trabalho e a escola tinha como principal intuito a educação religiosa e as professoras novas aprendiam a forma de ensinar com as professoras mais velhas e a "carreira" termina quando a jovem se casava, pois seu compromisso passaria ser educar sues filhos.
Quando se fala em vocação, falamos em doação de vida como ato de fé e de resposta ao chamado de Deus.
Segundo Tardif (2013) foi nesta fase da história e se estabeleceu a hierarquia de  dominação dos homens sobre as mulheres, dos religiosos sobre os leigos, dos professores do secundário (os colégios) sobre os professores do primário (as pequenas escolas), dos professores das cidades sobre os professores rurais, entre outras.
Infelizmente séculos depois ainda vivemos esta realidade, pois trabalhar sem recursos e sem salário adequado é reflexo de ainda olhar o ato de educacional como somente "vocação" dos professores.

TARDIF, Maurice. A Profissionalização do Ensino passados trinta anos: Dois passos para frente, três para trás, 2013.

sábado, 7 de outubro de 2017

Partilhar

Durante o mês de agosto eu vivi uma experiência incrível aos sábados, por meio de um workshop sobre Teatro Musical.
Sei que não é primeira vez que falo neste assunto, mas é que esta forma de produção tem me despertado muita curiosidade nos últimos tempos, e fazer este workshop foi muito prazeroso e de descobertas sobre eu mesma.
Confesso que considero meus conhecimentos na área de música quase inexistente e quando vi na divulgação que teriam dois professores de música, sendo um de canto lírico e outro de canto popular, não resiste e me inscrevi.
Fazer este mini curso foi a escolha certa, pois dos professores nos ensinaram, de forma prática, técnicas que usarei na vida toda.
Destaco a parte da música pelo fato de ser onde sou mais carente em formação, mas a dança e teatro também foram muito satisfatória e já estou vivendo a expectativa do II Módulo para aprender mais e para poder partilhar esses conhecimentos, com meus alunos e com os integrantes do grupo de teatro que pertenço.
O nosso resultado foi nomeado como "Beco das Garrafas" em alusão a uma rua sem saída na cidade do Rio de Janeiro-BR, na qual abrigava muitas casas noturnas, que era frequentada pelos artistas da Bossa Nova nos nas décadas de 50 e 60.

sábado, 30 de setembro de 2017

Professor x Aluno: Como se relacionar?

Existe muitos estudos sobre a relação professor e aluno dentro da área da educação, mas aqui não vou fazer uma análise sobre esses estudos, e sim falar um pouco sobre a minha relação com meus alunos e como vejo a relação de alguns colegas meus com seus alunos.
Sou professora de teatro, uma arte que trabalha o corpo e a expressividade, o pensamento crítico do mundo e a coletividade.
Não vejo como trabalhar teatro sem estar junto no processo. Não dá para ficar atrás da mesa e somente passar os comandos do jogo. Temos de jogar junto, de estar próximo dos alunos, de nos envolver no processo como esta arte exige de seus fazedores.
Acabo me tornando amiga de meus alunos, não importando sua idade, nós vamos construindo experiência teatral juntamente com a nossa amizade e temos espaço para falar os assuntos mais diversos, desde uma reportagem no jornal até uma chateação vivida em casa.
Particularmente eu acredito neste caminho, mas tem alguns colegas que preferem ficar somente observando os alunos, mas noto os lamentos de não os conhecerem e muitas vezes não perceber quando os alunos precisam de ajuda.
Eu acredito no processo de aprendizagem baseado na construção coletiva do conhecimento e da troca de experiências. Este caminho pode não ser o mais correto, mas é o que eu escolhi para percorrer e não me arrependo do que tenho encontrado em minha trajetória por ter feito esta escolha.

sábado, 23 de setembro de 2017

Teatro é sinonimo de amor

Faço parte de um grupo de teatro que tenho muito orgulho de pertencer. 
O nome dele é Maiêutica, que significa "dar à luz", "parir" o conhecimento. 
Para Sócrates, Maiêutica consiste na multiplicação de perguntas, induzindo o interlocutor na descoberta de suas próprias verdades e na conceituação geral de um objeto. 
Para nós do grupo, significa ser arte, fazer teatro e nos representar por meio da cena. 
Nos reunimos por sermos amantes incuráveis da arte teatral e desta paixão pela arte nos tornamos amigos e hoje já não sei mais viver sem o Maiêutica e sinto que este sentimento é recíproco e por isso estamos unidos. 
Para fazer teatro tem que ter muito amor envolvido, por que é difícil fazer arte nesta cidade (Belém-PA) e cada vez mais difícil produzir arte em um país que não acredita e incentiva a cultura.

sábado, 16 de setembro de 2017

O que é Pantomima?

Referencia da imagem: Google imagens

Pantomima é o nome dado a uma representação através de gestos, mímica e atitudes, sem o uso de palavras. 
Tem origem no grego e significa “que tudo imita”. Logo a pantomima é a arte cênica que utiliza a mímica como forma de expressão artística. 
Charles Chaplin (1889-1977)  é um dos exemplos de artista que teceu sua carreira dentro desta técnica.

No link tem mais informações sobre a arte do mimo.

sábado, 9 de setembro de 2017

Interação

Referencia da imagem: Google imagens

Descrição:

Em um espaço público espalhar diversos adereços de cena, figurinos e delimitar uma área para palco, bem como instrumentos de percussão.
O facilitador que levará seus alunos para este espaço, fará cenas de improviso, preferencialmente usando pantomima.
É permitida a entrada de qualquer pessoa que demonstre interesse em mergulhar neste jogo de Faz-de-conta.


Obs. Este jogo serve para despertar interesse de novos alunos e para mostrar ao público o que se vem praticando durante as aulas com a turma.
O espaço público pode ser a própria área da escola, ou um espaço da comunidade.

sábado, 2 de setembro de 2017

Contraditório

Sou professora artista e esta postagem é mais uma pequena reflexão sobre uma questão que me assombra a anos.
Por que quando estamos produzindo arte não conseguimos consumir arte?
Esta pergunta me incomoda, e não é de hoje que percebo que nós artistas reclamamos de nossos amigos não estarem presentes em nossas plateias durante a nossa temporada, mas o questionamento segue junto com o fato de nós mesmos não nos empenharmos em nos fazer presente para prestigiar as produções de nossos amigos também.
O problema de formação de plateia é um fato que vivemos, mas o que estamos fazendo para mudar isso, se nós mesmos não somos público uns dos outros?
A contradição mora no fato de se cobrar dos outros algo que não se faz. Mas entendo que é difícil ver tudo o que se produz na cidade, entretanto eu percebo que na maioria das vezes não se tem intenção de ver, mas critica-se o processo dos outros sem nem mesmo conhecer.